Cesta Básica em Dourados: Alta nos Preços de Feijão, Margarina e Tomate

A cesta básica em Dourados sofreu alta nos preços de feijão, margarina e tomate, apesar de queda em outros itens. O valor pago chegou a R$ 700,58, uma alta de 0,11% em relação ao mês anterior.

Mar 6, 2026 - 14:49
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Cesta Básica em Dourados: Alta nos Preços de Feijão, Margarina e Tomate
Cesta Básica em Dourados: Alta nos Preços de Feijão, Margarina e Tomate

A cesta básica em Dourados sofreu uma alta nos preços de feijão, margarina e tomate, segundo pesquisa realizada pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados, do curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD.

O preço do feijão subiu 16,59%, seguido da margarina, com alta de 6,94%, e do tomate, com alta de 3,96%. Esses itens puxaram a alta nos preços, apesar de nove produtos terem registrado queda.

A redução mais significativa foi no açúcar, que chegou a -7,81%, seguido do café, com -6,40%, farinha de trigo, com -3,25%, arroz, com -3,14%, batata, com -3,07%, óleo de soja, com -0,99%, carne, com -0,84%, banana, com -0,51%, e o pão francês, com -0,40%.

Os dados são da pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados, do curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD, que utiliza os produtos que compõem a cesta segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que utiliza os dados para calcular o “salário mínimo necessário”.

Conforme o departamento, em janeiro o brasileiro deveria ganhar R$ 7.177,57 mensais para cobrir as despesas que deveriam ser garantidas pelo salário mínimo, considerando gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, considerando uma família com dois adultos e duas crianças.

No entanto, esse valor é 4,43 vezes maior do que o salário mínimo atual de R$ 1.621,00. Para se ter uma ideia, quem ganha esse valor oficial chega a trabalhar quase duas semanas em uma jornada de 8h diárias, só para conseguir comprar o que comer, porque o preço da cesta chega a consumir 43,22% da renda.

A orientação dos pesquisadores é de que vale a pena realizar o próprio levantamento de preços antes de ir às compras, especialmente porque há uma diferença significativa entre os valores praticados de um supermercado para outro. Isso porque essa disparidade chega a 16,08%, o que pode gerar uma economia de até R$ 126,23 no conjunto total.

A sugestão é observar a pesquisa realizada pelo Procon (Programa Municipal de Defesa do Consumidor) que detalha preços praticados por cada produto identificando os estabelecimentos.

Apesar da alta, a cesta douradense continua menor do que a registrada em Campo Grande, que segundo o Dieese chegou a R$ 783,41 em janeiro. O valor da cesta aumentou em 24 das 27 capitais brasileiras no primeiro mês do ano.

O maior preço encontrado na cesta foi registrado em São Paulo (SP), R$ 854,37; seguido do Rio de Janeiro (RJ), R$ 817,60; e Cuiabá (MT), R$ 810,82. Já o menor valor foi em Natal (RN), R$ 595,86; seguido de Maceió (AL), R$ 592,83 e Aracaju (SE), R$ 552,55.

Fonte: Douradosnews

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