Dourados Confirma Primeira Morte por Chikungunya em Área Urbana
Um homem de 63 anos morreu devido à Chikungunya em Dourados, marcando a primeira morte pela doença em área urbana no município.
O primeiro caso de Febre Chikungunya em área urbana foi confirmado em Dourados na última quinta-feira, dia 16. A vítima é um homem, de 63 anos, que morava no bairro Parque das Nações 2, uma das regiões da cidade mais críticas de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
Ele tinha comorbidades, apresentou os sintomas no dia sete deste mês e chegou a ficar internado em um hospital particular. A morte foi registrada na segunda-feira, dia 13, e o diagnóstico divulgado após o resultado do exame para confirmação pelo Lacen (Laboratório Central).
Com esse caso, sobe para oito o número de mortes pela doença no município desde o início da epidemia. Todos os demais são indígenas, sendo duas idosas de 60 e 69 anos; e três homens de 55, 73 e 77 anos; além de dois bebês de um e três meses.
A taxa de positividade para a doença segue alta, ficando em 67,5%, ou seja, quando uma pessoa apresenta sintomas, a maior probabilidade é de que seja mesmo Chikungunya. Ao todo, Dourados registrou 1.747 casos confirmados, sendo que 3.083 estão em investigação e 841 foram descartados.
A quantidade de notificações de casos suspeitos está em 5.671. Na área urbana, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) que mais atenderam esses pacientes foram a do Joquei Clube, 635; Seleta, 428; Parque do Lago 2, 230; Santo André, 216; Maracanã, 187 e Parque das Nações 2, 156, localizada no bairro onde foi contabilizada a morte mais recente.
Conforme o documento, os dados apresentam “elevado número de internações, com início de sobrecarga nos atendimentos da rede de Atenção Primária à Saúde [composta pelas unidades básicas] em território urbano, nos serviços de urgência e emergência, bem como na ocupação de leitos hospitalares”.
O relatório ainda aponta que nas últimas duas semanas a predominância de casos agudos, ou seja, período de até 14 dias após os sintomas; é na população não-indígena. Na Reserva de Dourados, o documento informa que foi observado declínio desses casos.
Fonte: Douradosnews
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