Estudo aponta que jornada de 36h pode adicionar R$ 2,2 bi aos custos da indústria em MS

Levantamento do Observatório da Indústria (Sistema FIEMS) estima alta de 25,1% nos gastos com pessoal e alerta para risco à competitividade.

Fev 10, 2026 - 21:43
Fev 10, 2026 - 21:44
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Estudo aponta que jornada de 36h pode adicionar R$ 2,2 bi aos custos da indústria em MS
Foto: Divulgação / Campo Grande News.

A discussão sobre reduzir a jornada semanal para 36 horas ganhou força e já acende um sinal de alerta no setor produtivo em Mato Grosso do Sul. Um estudo do Observatório da Indústria, do Sistema FIEMS, estima que a mudança poderia elevar em 25,1% os gastos com pessoal formal diretamente empregado na indústria, o que representaria um impacto adicional de cerca de R$ 2,2 bilhões por ano no Estado.

O cálculo parte da premissa de que, com menos horas trabalhadas, empresas teriam de contratar mais pessoas ou ampliar o uso de horas extras para manter o mesmo nível de produção. Na avaliação do setor, o aumento recairia sobre folha de pagamento e encargos, pressionando custos e reduzindo a capacidade de investimento, especialmente em segmentos de transformação e agroindústria.

No recorte nacional, a estimativa citada no levantamento, baseada em projeções da CNI, indica impacto ainda maior: R$ 178,8 bilhões anuais, considerando despesas diretas. Estados com maior concentração industrial liderariam a conta, mas a FIEMS destaca que MS, mesmo com participação menor no total, sentiria o efeito por ter indústria estratégica ligada a celulose, proteína animal e processamento de matérias‑primas.

Entidades do setor defendem que eventuais mudanças estruturais no mercado de trabalho sejam debatidas com base em produtividade e competitividade. O receio é que, sem contrapartidas e aumento real de eficiência, a redução da jornada resulte em perda de competitividade, retração de investimentos e impacto sobre empregos formais no médio prazo.

Fonte: Campo Grande News.

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