Ministério da Saúde Lança Projeto-Piloto de Canetas Emagrecedoras via SUS

O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto para oferecer canetas emagrecedoras a pacientes com obesidade grave por meio do SUS.

Jun 27, 2026 - 02:54
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O Ministério da Saúde deu início, nesta sexta-feira, dia 26 de junho, em um hospital de Porto Alegre, ao projeto-piloto de oferecimento de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, em hospitais federais por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). O estudo, que recebeu o nome de Real-Bari, vai oferecer gratuitamente o tratamento com canetas emagrecedoras para 250 pacientes com obesidade grave, que serão acompanhados por médicos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na capital gaúcha.

Recebem o tratamento, ainda em fase de testes, aqueles pacientes que estão na fila para a cirurgia bariátrica e precisam emagrecer para realizar o procedimento. A proposta é avaliar, ao longo do tempo, os efeitos clínicos, os custos e a viabilidade de incorporar esse tipo de terapia ao SUS.

O ministro Alexandre Padilha destacou que o Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. "Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres".

De acordo com o hospital, 91% dos pacientes com obesidade apresentam a forma mórbida da doença. Dentre esses, apenas 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. Entre as doenças associadas, a hipertensão é a mais comum.

O paciente Guilherme Henrique Panichi, motorista de aplicativo de 39 anos, que estava na fila do SUS há mais de mil dias, foi o primeiro a receber a caneta de semaglutida. Ele fez a primeira aplicação publicamente, ao lado do ministro Alexandre Padilha.

Para participar do estudo, é necessário já estar em acompanhamento médico no GHC, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e comprovar que o tratamento clínico tradicional, com dieta e atividade física, não teve resultado satisfatório por, no mínimo, dois meses. También é exigido que o paciente consiga aplicar a medicação sozinho ou conte com auxílio de um cuidador.

Fonte: Douradosnews

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